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Diz uma lenda, que um monge (ou
um imperador...) chinês, quebrou um espelho. Ao
tentar remontá-lo, começou a perceber
que as 7 peças (os tans) que ficaram poderiam
ser remontadas de infinitas formas, criando inúmeras
figuras.
Essa é a essência do
Tangram: um quadrado, decomposto em sete figuras geométricas,
cinco triângulos, um quadrado e um paralelogramo
, com as quais é possível montar-se um
número quase infinito de figuras. Em chinês,
o Tangram é conhecido como Ch i ch iao tu, ou
as "Sete Pecas Inteligentes".
O Tangram não possui uma
"solução": são inúmeras
as figuras que podem com ele ser formadas, no que, a
meu ver, residiria seu grande atrativo.
Na verdade não se sabe qual
a verdadeira origem do Tangram. Para alguns, o jogo
seria milenar. Outros afirmam que teria pouco mais de
200 anos. Existe uma figura em madeira, mostrando duas
senhoras chinesas resolvendo problemas de Tangram, datado
de 1780. Existe mesmo uma enciclopédia do Tangram,
escrita por uma mulher, na China, há mais de
100 anos, em seis volumes com 1700 problemas de Tangram.
O Tangram não exige de seu
praticante qualquer esforço ou habilidade especial:
exige tão somente tempo, paciência e especialmente
imaginação...
A única regra do jogo é
que as figuras formadas devem conter sempre as 7 peças
do jogo. Sua maleabilidade atraiu diversos pensadores
e escritores (pessoas obviamente de imaginação
aguçada), entre eles Lewis Carol (autor de "Alice
no país das maravilhas") e Edgar Alan Poe,
sendo que este último chegou a adquirir um estojo
chinês do jogo, em marfim esculpido.
Eu tenho um conjunto em madeira
com a caixa marchetada, comprado em uma loja de brinquedos
infantis. Infelizmente, porém, o conjunto não
traz o nome do fabricante.
O fato de mexer com a imaginação,
faz do Tangram um excelente jogo infantil e educacional,
especialmente se pudermos fazer a criança criar
o seu próprio jogo. Para tanto, basta um quadrado
de cartolina, de 15cm de lado, cortado na forma indicada
na figura abaixo.
Depois, mão a obra: vamos
utilizar a imaginação.
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