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Tico Tico Fuzilado  

Tenho a pretensão de que esta página, de alguma forma, venha a se constituir um mostruário de algumas manifestações de jogos e brincadeiras de todo o país. Assim, como já fiz com o jogo "Panela", acima mencionado, estou reproduzindo a mensagem datada de 27/06/2003 do amigo JOÃO GERALDO EUSTÁQUIO DOS SANTOS, que me mandou suas reminiscências de infância, lembrando este "Tico tico fuzilado":

"Foi com certa nostalgia que visitei este site, pois pude relembrar os tempos de infância. Nas cidades interioranas era comum as ruas de terra batida, isto propiciava um jogo que chamamos "Tico-tico Fuzilado".

Consistia em se fazer no chão uma certa quantidade do buracos, alinhados, chamados papões em número proporcional ao de jogadores, ideal cinco. Por livre escolha ou sorteio definia-se a quem pertencia cada um dos papões, e também quem lançaria a bola, geralmente de meia, esta era lançada de uma distância aproximada de cinco metros rolando pelo chão e deveria cair em um dos papões.

O dono do papão onde a bola caía deveria tomar posse da mesma e tentar queimar um dos jogadores. Era uma correria geral e quem fosse queimado ganhava um "ovo", pequena pedra de cascalho, em seu papão, inteirando três o mesmo ia para o paredão de fuzilamento onde cada jogador tinha o direito de dar-lhe uma bolada nas costas. Caso o jogador errasse a bolada ganhava um ovo para a próxima rodada. Caso o dono do papão em perseguição aos tico-tico errasse a bolada também, ganhava um ovo em seu papão. Na rua em que eu jogava, um dos jogadores podia tirar a bola do papão com o pé e chutá-la para longe a fim de dar tempo pra todos correrem, costumávamos até fazer um "peruzinho" com o dono da bola.

Este jogo fazíamos na região de Caeté MG até 1971, quando asfaltaram nossa rua.

P.S. O jogo só terminava quando a turma era vencida pela fome, cansaço ou o chinelo, pois era preciso fazer o dever escolar."

João Geraldo Eustáquio dos Santos

Ao João, meus agradecimentos pela colaboração.

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